Acessibilidade para surdos no metrô

Imagine que você está no transporte metroviário de uma grande cidade brasileira, metros e metros abaixo da superfície. Você até pesquisou e salvou seu trajeto em algum aplicativo no celular, mas… Não tem sinal de Internet. Como você se localiza e decide a estação certa para o seu desembarque? Pelo auto-falante da composição, óbvio não é!?


Agora imagine a mesma situação vivenciada por um usuário surdo. Até que veja o nome da estação do seu desembarque o trem já partiu. Precisamos pensar em acessibilidade e não, não é só rampa. Tornar uma ambiente acessível ao surdo é pensar em informações visuais.


Vamos pensar juntos?


Informações visuais


(foto: Diário dos trilhos)


Ao andar por uma plataforma de embarque do metrô de uma grande cidade é comum que as pessoas nativas do lugar, saibam como ir ao seu destino da forma mais rápida sem entraves neste deslocamento. Quando um turista faz uso do transporte público coletivo costuma se orientar por informações disponíveis nestes ambientes: onde embarca; qual direção a composição está indo, quanto tempo de deslocamento até a chegada ao destino. Muitas destas informações são disponibilizadas através do sistema de áudio das estações e veículos.


Metrô de Fortaleza x Metrô de São Paulo


Na cidade de Fortaleza as orientações por áudio são em Língua Portuguesa e apontam a estação seguinte também existe acima de cada porta uma foto com os nomes de todas as paradas do metrô.


(foto: arquivo da autora)


Na cidade de São Paulo as informações são disponibilizadas por áudio em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e acima de cada porta existe um grande diferencial que atende às necessidades de surdos que se utilizam deste transporte. A cada parada uma luz indica qual a estação está se aproximando.

Um pequeno diferencial que proporciona acessibilidade visual aos usuários surdos.





Acessibilidade visual


As políticas públicas de acessibilidade que têm sido implementadas nos sistemas metroviários de grandes cidades, atendem à especificações técnicas para usuários com mobilidade reduzida e cegueira. As adaptações focam em dificuldade de locomoção por uma limitação física então rampas e pisos táteis são disponibilizadas para o trânsito seguro dos usuários.

Mas ao pensar em um usuário surdo percebemos que tais adaptações não atendem às suas necessidades de informação visual.

Pensar nos surdos não é um favor, o acesso à informação é um direito.



REFERÊNCIAS

Metrô implementa nova comunicação visual nas plataformas. Diário do Trilhos, São Paulo. Disponível em:< https://diariodostrilhos.com/2019/10/25/__trashed/>. Acesso em 05 de agosto de 2020.


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